quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capitulo 22

22
...♪...
Marcus
          Marcus assistiu a distância. Então era assim que seria, né?
          Dane-se. Dane-se ela. Era hora do show.
          Teddy e Lance já tinham pego as bebidas, e as pessoas já estavam chegando. Mais cedo ele tinha visto uma família de veranistas, em sua porcaria de min-van, com seus cães feios e crianças mais feias ainda em uma das casas próximas a procaria da casa de Ronnie. Ele estava ao redor por tempo o suficiente para saber que o aluguel não duraria muito, no máximo até amanhã, e então o pessoal da limpeza viria, e tudo que eles tinham que fazer era entrar e o lugar seria deles durante a noite. Não seria tão difícil, levando em consideração que ele tinha a chave e o código de segurança. Veranistas nunca trancavam a porta quando iam
para a praia. Por que trancariam? Não é como se eles trouxessem alguma coisa além de comida e talvez um video game para as férias, até porque a maioria ficava apenas uma semana. E os proprietários que moravam fora da cidade, provavelmente em Charlotte, cansados de receberem ligações no meio da noite da companhia de segurança quando os idiotas que alugavam a casa disparavam o alarme no meio da noite, simplesmente colocaram o código de segurança em cima do teclado de segurança na cozinha. Inteligente. Muito inteligente. Com um pouco de paciência, ele sempre achava uma casa ou duas para abrigar suas festas, mas o segredo era não abusar de suas oportunidades. Teddy e Lance sempre queriam fazer festa nesses lugares, mas ele sabia que se fizessem com tanta frequência, as pessoas suspeitariam. Os donos mandavam pessoas para checarem o lugar, e avisavam aos proprietários que a polícia fazia rondas a noite. Quando isso acontecia, eles estariam onde? No Bower's Point, como sempre. Uma vez no ano. Uma vez no verão. Essa era a regra, e era o suficiente, a não ser que ele queimasse a casa depois. Ele sorriu. Faça isso e
problema está resolvido. Ninguém nunca suspeitaria que tinha tido uma festa ali. Não há nada como fogo, porque as chamas estavam vivas. Incêndios, especialmente os grandes, se movem e dançam e destróem e
devoram. Ele se lembrou de ter ateado fogo à uma granja quando tinha doze anos, e de ter ficado sentado observando por horas, pensando que nunca tinha visto algo tão incrível. E então, ele causou um outro, desta
vez em um armazém abandonado. Durante os anos, ele provocou vários incêndios. Não existia nada melhor; nada o fazia se sentir mais alto (tipo chapado) do que estar com fogo nas mãos. Mas ele não faria isso. Não essa noite, porque seu passado não era algo que ele queria que Teddy e Lance ficassem sabendo. Além do mais, a festa ia ser boa. Drogas, alcool e música. E garotas. Garotas bêbadas. Ele teria Blaze primeiro, e depois mais algumas depois dela, se ela ficasse bêbada o suficiente para desmaiar. Ou talvez ele desse um
amasso em uma gostosa idiota qualquer, mesmo que Blaze estivesse sóbria para perceber o que estava acontecendo. Isso poderia ser divertido. Sim, ele sabia que ela faria uma cena, mas ele tinha Teddy e
Lance para colocá-la para fora. Ele sabia que ela voltaria. Ela sempre voltava, chorando e implorando.
           Ela era tão previsível. E ela choramingava a droga do tempo todo. Não era como Ronnie.
           Ele estava tentando muito não pensar em Ronnie. Então, ela não gostava dele e queria passar seu tempo com o Riquinho, o príncipe dos freios. Ela provavelmente não ia se abrir mesmo. Ela provavelmente era uma frígida. Ainda assim, ele não conseguia imaginar onde tinha errado com ela ou como ela conseguia ver através dele. Ele estava melhor sem ela. Ele não precisava dela. Ele não precisava de ninguém, o que o fez perguntar o porquê ele continuava a observá-la e porquê se importava, ainda que nas sombras, que ela se encontrasse com Will.
           Claro, isso fazia as coisas mais interessantes, pois ele sabia tudo sobre o ponto fraco de Will.
           Ele poderia se divertir com isso. Assim como se divertiria essa noite.
......

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