20
...♪...
Will
A praia se estendia por quilômetros, separada de Wilmington pela pontesobre a Intracoastal Waterway. Mudou, é claro, desde que Will era uma
criança, ficando mais cheio durante o verão, pequenos bangalôs como a
casa de Ronnie sendo transformados em mansões a beira-mar, mas ele
ainda amava o mar à noite. Quando ele era uma criança, costumava
andar de bicicleta pela praia, na esperança de ver algo interessante, e ele
quase nunca se desapontava. Ele tinha visto grandes tubarões, castelos
de areia tão intricados, que poderiam ter ganhado qualquer competição
nacional, e uma vez ele viu uma baleia, nem a cinqüenta metros da costa,
um pouco além das ondas de surf.
Esta noite, a praia estava deserta, e enquanto ele e Ronnie passeavam
descalços pela areia, ele foi pego pelo pensamento de que esta era a
garota com quem ele gostaria de enfrentar o futuro.
Ele sabia que era muito jovem para tais pensamentos e não estava
considerando se casar, mas ele sentiu que se ele conhecesse Ronnie dez
anos mais tarde, ela poderia ser “aquela”.
Ele sabia que Scott não entenderia a idéia – Scott parecia incapaz de
imaginar um futuro que fosse além do próximo fim de semana – mas
então, Scott não era tão diferente da maioria. Era como se as mentes
deles corressem em diferentes faixas: Will não estava atrás de ficadas de
uma noite só, ele não estava buscando marcar pontos só para provar que
podia, ele não estava sendo charmoso o suficiente para conseguir o que
queria e depois trocar por alguém mais atraente. Ele não era assim. Ele
nunca foi desse jeito.
Quando conhecia uma garota, a primeira pergunta que fazia a si mesmo
não era se ela seria boa para alguns encontros; era se ela seria o tipo de
garota que ele se imaginaria passando um tempo ao longo do tempo. Ele
desconfiava que isto tivesse algo a ver com seus pais.
Eles haviam se casado há trinta anos, e começaram lutando como muitos
outros casais, e através dos anos construíram negócios e criaram uma
família. Através disto tudo, eles haviam amado muito bem um ao outro,
celebrando o sucesso e apoiando-se durante as dificuldades. Nenhum
deles era perfeito, mas Will cresceu com a certeza de que eram um time,
e lentamente, ele foi aprendendo a lição.
Era muito fácil pensar que havia passado dois anos com Ashley porque
ela era linda e rica, e ele estaria mentindo se dissesse que a beleza dela
era irrelevante, isso era menos importante do que as outras coisas que
ele pensou que havia nela. Ela ouvia-o apenas como ele ouvi-a e ele
acreditou que podia contar qualquer coisa a ela e vice-versa. Mas com o
passar do tempo ele sentia-se cada vez mais decepcionado com ela,
especialmente quando ela, em lágrimas, admitiu ter ficado com outro cara
em uma festa.
As coisas não foram as mesmas depois disso. Não porque ele se
preocupasse que ela fizesse algo assim novamente – pessoas cometem
erros, e havia sido só um beijo – mas o acontecimento o ajudou a clarear
seus pensamentos a respeito do que ele queria das pessoas próximas a
ele. Ele começou a reparar como ela tratava as outras pessoas, e ele não
tinha certeza se gostava do que via. Sua incessante bisbilhotice – algo
que ele considerava inofensivo – começou a irritá-lo, assim como as
longas esperas que o fazia sofrer quando iam sair à noite. Ele se sentiu
mal por eventualmente terminar com ela, mas consolou a si mesmo com o
fato de que ele só tinha quinze anos quando começou a sair com ela, e
que ela tinha sido sua primeira namorada. No fim, ele sentiu como se não
tivesse mais escolha. Ele sabia quem ele era e o que era importante para
ele, e não viu nada disso refletido em Ashley. Ele decidiu então que era
melhor terminar o relacionamento antes que as coisas ficassem mais
difíceis.
Sua irmã, Megan, era como ele neste ponto. Linda e inteligente, ela
intimidava os garotos com quem saía. Durante um tempo, ela havia
mudado de namorados com rapidez, mas sem nunca perder a vaidade ou
sendo leviana. Quando Will perguntou a ela o porquê ela parecia incapaz
de sossegar, sua resposta foi simples: “Há caras que crescem pensando
que vão sossegar apenas em um futuro distante, e há caras que estão
prontos para casar assim que conhecem a garota certa. O primeiro me
deixa entediada, principalmente porque é patético; o segundo, falando
francamente, é muito difícil de achar. Eu estou interessada em um tipo
sério, e leva tempo para encontrar um que eu esteja interessada. Quero
dizer, se um relacionamento não pode sobreviver um longo tempo, porque
eu perderia meu tempo e minha energia investindo em um relacionamento
curto?”.
Megan. Ele sorriu pensando nela. Ele viveu sua vida de acordo com suas
próprias regras. Ela deixou a mãe louca nos últimos seis anos com sua
atitude, e é claro, porque ela havia eliminado rapidamente todos os
indivíduos da cidade cuja família a mãe aprovaria. Mas ele tinha que
admitir que Megan tinha se dado bem, e que felizmente, havia encontrado
em Nova York um cara que satisfazia todas suas exigências.
De uma maneira estranha, Ronnie o lembrava Megan. Ela era excêntrica,
pensadora, e obstinadamente independente também. Superficialmente,
ela era diferente de qualquer uma que ele poderia achar atraente, mas...
Seu pai era ótimo, seu irmão era agitado, e ela era inteligente e solidária
de um jeito que ele nunca tinha visto. Quem mais acamparia durante a
noite para proteger a ninhada de uma tartaruga? Quem mais impediria
uma briga para ajudar uma criança? Quem mais lia Tolstoy em seu tempo
livre?
E quem mais, pelo menos nesta cidade, se apaixonaria por Will sem
saber nada sobre sua família? Isto, ele tinha que admitir, era muito
importante para ele, tanto quando ele desejava que não fosse. Ele amava
seu pai e o nome de sua família, e ele tinha orgulho dos negócios que seu
pai tinha construído. Ele apreciava as vantagens que essa vida tinha dado
a ele, mas... ele queria ser ele mesmo. Ele queria que as pessoas o
conhecessem primeiramente como Will, não como Will Blakelee, e não
existia ninguém no mundo com quem ele podia falar sobre isso, a não ser
sua irmã. Não era como se ele morasse em Los Angeles, onde você podia
encontrar crianças celebridades em qualquer escola, ou em um lugar
como Andover, onde todos praticamente conhecem alguém que vem de
alguma família famosa.
Não era tão fácil em um lugar como esse, onde todo mundo se conhecia,
e de acordo com que ele crescia, ele teve que ter cuidado com suas
amizades. Ele estava disposto a falar com todas as pessoas, mas
aprendeu a erguer um muro invisível, ate ter certeza de que sua família
não tinha nada a ver com a nova amizade ou ser a razão de uma garota
estar interessada nele. E se ele não tinha certeza de que Ronnie não
sabia sobre sua família, ele teria se convencido quando estacionou em
frente sua casa.
“No que você está pensando?”, ele ouviu-a perguntando. Uma leve brisa
sacudiu seu cabelo, enquanto ela tentava em vão prender um rabo de
cavalo. “Você está calado.”
“Eu estava pensando no quanto eu gostei de ter vindo”
“Para nossa pequena casa? É um pouco diferente do que você está
acostumado”
“Sua casa é ótima. Assim como seu pai e Jonah. Mesmo que ele tenha
acabado comigo no poker”
“Ele sempre vence, mas não me pergunte como. Quer dizer, desde
quando ele era pequeninho. Eu acho que ele trapaceia, mas eu ainda não
descobri como.”
“Talvez você precise aprender a mentir melhor”
“Oh, você quer dizer como você me contando que trabalha para seu pai?”
“Eu trabalho para meu pai”, Will disse.
“Você sabe do que estou falando”
“Como eu já disse, eu não sabia que isso importava”. Ele parou de andar
e virou para ela. “Importa?”
Ela parecia estar escolhendo as palavras cuidadosamente. “É
interessante e ajuda a explicar um monte de coisa sobre você, mas se eu
te dissesse que minha mãe trabalha como paralegal* em um escritório de
advocacia na Wall Street, seus sentimentos mudariam em relação a mim?
”
Isso, ele sabia, ele podia responder sendo completamente honesto. “Não.
Mas é diferente”
“Por quê?”, ela questionou. “Por que sua família é rica? Uma declaração
como essa só faz sentido para alguém que pensa que dinheiro é tudo que
importa”
“Eu não disse isso”
“Então, o que você quis dizer?” ela o desafiou, mas então, sacudiu a
cabeça. “Olha, vamos deixar as coisas claras. Eu não me importo se seu
pai é o Sultão de Brunei. Aconteceu de você nascer em uma família
privilegiada. O que você faz com isso só diz respeito a você. Eu estou
aqui porque quero estar com você. Mas se eu não quisesse, nenhum
dinheiro do mundo ia mudar meus sentimentos sobre você”
Enquanto ela falava, ele observou-a ficando mais animada. ”Por que
tenho a impressão de que você já usou esse discurso antes?”
“Porque eu já falei isso antes”. Ela parou de andar e se virou para encarálo
“Venha para Nova York e você entenderá o porquê eu aprendi a dizer o
que penso. Em alguns lugares, tudo que você encontra são pessoas
esnobes, e eles só se importam com quem é sua família e o quanto eles
fizeram... Isso me chateia. Eu fico lá parada e tudo que quero dizer é Que
ótimo que os outros de sua família fizeram algo, mas e quanto a você?
Mas não digo nada, porque eles não entenderiam. Eles acham que são
escolhidos, e nem adianta se chatear por causa disso, porque isso tudo é
ridículo. Agora, se você acha que eu te convidei aqui por causa da sua
família...”
“Eu não acho” ele disse, cortando-a “Isso nem me passou pela cabeça”
Ele sabia que ela estava considerando se ele estava dizendo a verdade
ou estava falando somente aquilo que ela queria ouvir. Esperando colocar
um fim à discussão, ele se virou e acenou para trás, em direção a oficina
perto da casa.
“O que é aquele lugar?”
Ela não respondeu imediatamente, e ele percebeu que ela ainda estava
decidindo se acreditava nele ou não.
“Isso veio com a casa” disse ela, finalmente “Meu pai e Jonah estão
fazendo vitrais esse verão”.
“Seu pai faz janelas?”
“Ele faz agora”
“Ele sempre fez?”
“Não” ela respondeu “Como eu te disse no jantar, ele costumava dar aulas
de piano”. Ela fez uma pausa para limpar algo de seu pé, e então mudou
de assunto “O que você vai fazer em seguida? Vai continuar trabalhando
para seu pai?”
Ele hesitou, resistindo a tentação de beijá-la novamente. “Eu vou
continuar até o fim de Agosto. Vou para Vanderbilt (Universidade em
Nashville) no outono.”
De uma das casas na beira da praia ouvia-se uma música fraca. Forçando
sua visão, Will pôde ver um grupo reunido na varanda de trás da casa. A
música era algo dos anos oitenta, mas ele não pode identificá-la.
“Deve ser divertido”
“Acho que sim”
“Você não parece muito animado”
Will pegou a mão de Ronnie e recomeçaram a caminhada. “É uma ótima
faculdade, e o campus é muito bonito”, ele disse desajeitado.
Ela o estudou “Mas você não quer ir para lá?”
Ronnie parecia ler todos seus pensamentos e sentimentos, o que era ao
mesmo tempo desconcertante e uma fonte de alívio. Pelo menos ele
podia ser sincero com ela.
“Eu queria ir para outro lugar, e fui aceito em uma faculdade que tem um
incrível programa de ciência ambiental, mas minha mãe quis que eu fosse
para Vanderbilt”. Ele podia sentir a areia deslizando entre os dedos
enquanto andava.
“Você sempre faz o que sua mãe quer?”
“Você não entende”, ele disse, balançando a cabeça. “É uma tradição de
família. Meus avós estudaram lá, meus pais estiveram lá e minha irmã
também. Minha mãe está no Conselho, e... e ela... ”
Ele lutou para encontrar as palavras certas. Ele podia sentir Ronnie o
observando, mas não consegui encontrar seu olhar.
“Eu sei que ela pode parecer um pouco distante quando você a encontra
pela primeira vez. Mas depois que a conhece, ela é a pessoa mais
verdadeira do mundo. Ela faria qualquer coisa – qualquer coisa mesmo –
por mim. Mas os últimos anos têm sido realmente difíceis para ela.”
Ele parou para pegar uma concha da areia. Depois de examiná-la, atiroua
nas ondas fazendo um arco. “Você se lembra de quando perguntou
sobre o bracelete?”
Ronnie acenou, esperando que ele continuasse.
“Minha irmã e eu usamos o bracelete em memória ao nosso irmãozinho.
Seu nome era Mike, e ele era um ótimo carinha... O tipo de criança que
era mais feliz quando estava com outras pessoas. Ele tinha essa risada
contagiosa, e você não podia evitar rir com ele quando algo engraçado
acontecia ”. Ele fez uma pausa, observando o mar. “Enfim, há quatro anos
atrás, Scott e eu tínhamos um jogo de basquete e era a minha vez de nos
levar, e então, como sempre, Mike foi conosco. Tinha chovido o dia todo,
então muitas estradas estavam escorregadias. Eu deveria estar prestando
mais atenção, mas Scott e eu estávamos jogando ‘misericórdia’ no banco
de trás. Você conhece esse jogo? Onde você tenta dobrar o pulso da
outra pessoa na direção contrária até que um desista e peça
misericórdia?”
Ele hesitou, parecendo juntar forças para terminar aquilo que precisava
dizer.
“Nós estávamos realmente tentando ganhar um do outro – remexendo e
chutando a parte de trás do assento – e minha mãe ficava dizendo para
que nós parássemos, mas nós a ignoramos. No final, eu consegui pegar
Scott, usando toda minha força, e então ele gritou.
Minha mãe olhou para trás para ver o que estava acontecendo e só isso
foi o necessário.
Ela perdeu o controle do carro e...” Ele engoliu em seco, sentindo o
choque das palavras.
“Enfim, Mike não conseguiu. Que inferno, sem Scott, provavelmente eu e
minha mãe não teríamos conseguido também. Nós atravessamos a grade
e caímos direto na água. Acontece que o Scott é um excelente nadador,
cresceu na praia e tudo isso – e ele conseguiu puxar nós três para fora,
mesmo só tendo doze anos na época. Mas Mikey...” Will mexeu no nariz.
“Mikey morreu no impacto. Ele não tinha terminado nem o primeiro ano do
jardim de infância.”
Ronnie pegou sua mão. “Eu sinto muito”
“Eu também”. Ele piscou através das lágrimas que ainda vinham quando
ele pensava nesse dia.
“Você sabe que foi um acidente, certo?“
“Sim, eu sei. E minha mãe sabe, também. Mas mesmo assim, ela se
culpa por ter perdido o controle do carro, como eu sei que há uma parte
nela que me culpa também”. Ele balançou a cabeça. “Depois disso, ela
sente necessidade de estar sempre no controle das coisas. Inclusive de
mim. Eu sei que ela está só tentando me manter a salvo, de impedir
coisas ruins de acontecerem, e parte de mim realmente acredita nisso.
Quer dizer, olha só o que aconteceu. Minha mãe perdeu o controle no
funeral e eu odiei a mim mesmo por ter feito isto com ela. Eu me senti
responsável. E eu prometi a mim mesmo que faria o possível para
recompensá-la. Mesmo que eu saiba que eu não vou poder”
Enquanto ele falava, ele começou a mexer no bracelete.
“O que as letras significam? PSNMP?“
“Para sempre no meu pensamento. Foi idéia da minha irmã. Ela me
contou logo após o funeral, mas eu mal a ouvi. Quero dizer, foi tão
apavorante estar na igreja naquele dia. Com minha mãe gritando, meu
irmãozinho no caixão, e meu pai e minha irmã chorando... Eu jurei que
nunca mais iria a um funeral”
Pela primeira vez, Ronnie parecia sem palavras. Will se endireitou
sabendo que era muito para assimilar, e se perguntando o porquê tinha
contado tudo isso à ela. “Desculpe-me. Eu não deveria ter te contado tudo
isso”
“Tudo bem”, ela disse rapidamente, apertando a mão dele, “estou feliz por
ter contado”
“Não é a vida perfeita que você provavelmente imaginou”
“Eu nunca assumi que sua vida é perfeita”
Ele não disse nada, e Ronnie impulsivamente se inclinou para frente e o
beijou na bochecha. “Eu gostaria que você não tivesse que ter passado
por tudo isso”
Ele deu um longo suspiro e continuou a caminhada. “É importante para
minha mãe que eu vá para Vanderbilt. Então é para lá que eu vou”
“Tenho certeza que você vai se divertir. Eu ouvi que é uma ótima
faculdade”
Ele enlaçou seus dedos nos dela, pensando no quão macio eles pareciam
comparados a sua mão calejada. “Agora é sua vez. O que eu não sei
sobre você?”
“Não há nada como o que você me contou”, ela balançou a cabeça, “nem
se compara”
“Não precisa ser importante. Só precisa explicar quem você é”
Ela olhou para a casa. “Bem... Eu não falei com meu pai durante três
anos. Na verdade, eu voltei a falar com ele há dois dias. Depois que ele e
minha mãe se separaram, eu estava... com raiva dele. Eu sinceramente
esperava nunca ter que vê-lo novamente, e a última coisa que eu queria
era passar o verão aqui”
“E agora?”. Ele notou a luz da lua brilhando pelo olhar dela. “Você está
feliz por ter vindo?”
“Talvez”, ela respondeu.
Ele riu e lhe deu uma cotovelada. “Como era quando você era uma
criança?”
“Tedioso”, ela disse, “tudo que eu fazia era tocar piano”
“Eu gostaria de ouvir você tocar”
“Eu não toco mais”, ela disse rapidamente, um toque de obstinação em
sua voz.
“Nunca?”
Ela balançou a cabeça, e mesmo sabendo que havia mais, ela claramente
não queria falar sobre isso. Ao invés disso, ele ouviu sobre seus amigos
em Nova York, e como ela passava seus fins de semana, sorrindo em
suas historias sobre Jonah. Era tão natural passar seu tempo com ela, tão
fácil e verdadeiro. Ele contou a ela coisas que nunca discutiu nem mesmo
com Ashley. Ele supôs que ele queria que Ronnie conhecesse seu
verdadeiro “eu”, e de alguma maneira, ele confiou que ela saberia como
responder.
Ela não era como ninguém que ele tivesse conhecido antes. Ele estava
certo de que nunca ia querer soltar sua mão; seus dedos pareciam se
encaixar da maneira certa – apertados, mas sem esforço, como perfeitos
complementos.
Fora a casa que estava dando a festa, eles estavam completamente
sozinhos. Os acordes da musica eram suaves e distantes, e quando ele
olhou para cima, ele pegou o brilho de uma estrela cadente passando
sobre suas cabeças. Quando ele se virou para Ronnie, ele soube pela sua
expressão que ela tinha visto também.
“O que você desejou?” ela perguntou, sua voz um sussurro. Mas ele não
podia responder.
Ao invés, ele levantou a mão e colocou seu braço a redor dela. Ele a
encarou, sabendo com certeza que ele estava se apaixonando. Ele a
puxou para mais perto, beijando-a sob um manto de estrelas, querendo
saber como que ele tinha tido a chance de encontrá-la.
......
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